Coluna do Servidor: Servidores do Procon adiam decisão de greve para dia 4

Não há sociedade forte com funcionalismo público fraco

 

Servidores do Procon decidiram em votação equilibrada (38 a favor e 34 contra) manter o estado de greve e não deflagrar a paralisação programada para quinta-feira 31/03.

A decisão aconteceu em assembleia realizada pelo Sispesp, com apoio da Afprocon, na quarta-feira (30), em frente à sede da Fundação.

Os trabalhadores devem aguardar a próxima audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região que acontece na segunda-feira, dia 4 de abril.

Com a evidente disposição de ambas as partes por um acordo, o juiz e vice-presidente Edilson Soares de Lima, propôs estender a negociação. A data acordada para que haja uma resposta às reivindicações foi 1º de abril.

Fernando Capez, diretor da Fundação, se comprometeu a defender um reajuste de no mínimo 20% junto à Comissão de Política Salarial (CPS).

Sem recomposição salarial há quatro anos, funcionários do Procon sofrem com o arrocho salarial e a perda do poder aquisitivo. A categoria reivindica de 25% de reposição, enquanto o governo acena apenas com 10,33% (INPC de 2021). Mesmo a Fundação tendo lucrado e repassado aos cofres do Estado cerca de R$ 500 milhões durante a pandemia (entre 2019 e 2021).

Para Lineu Neves Mazano, presidente do Sispesp, a última saída deve ser a greve. “É uma batalha dura, porque sabemos que com esse governo não tem diálogo. É um governo que só retira direito dos servidores. Mas temos que esgotar todas as alternativas antes de partir para uma paralisação eu tem suas consequências”, alertou o dirigente.

 

Assembleia – Trabalhadores voltam a se reunir em assembleia virtual, a partir das 16h30, após audiência no TRT, para avaliar os rumos da mobilização e decidir pela realização ou não da paralisação.

 

*por: Cinthia Ribas (Assessoria de Comunicação SISPEP)

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